quinta-feira, 20 de outubro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Publicação do Rodapé sobre Rótulo (impresso do Aldeia Sesc Guerreiro das Alagoas)
Terça -feira 23/08/11 Ano 4 - Nº 5
Coluna: Seu Jofre Falou
Rótulo - As impressões do corpo
Morena Melo Dias
A frieza de um lugar completamente branco, rótulos projetados em um corpo ni e o público ao redor. Perto o suficiente para se sentir parte do drama. Signos que unidos constroem metáforas provocantes e convidam ao incômodo. Rótulo - As impressões de um corpo, se apresentou ontem (22) no Sesc Centro. A performance com direção e interpretação de Charlene Sadd aborda a temática da idealização do corpo e faz isso com maestria, a partir da exploração desta ação para além da verbalização das questões.
Charlene se coloca para o público a partir de aproximações e distanciamentos que criam uma tensão em cada fragmento. A ação física muitas vezes se aproxima da exaustão e traz para a performance a intensidade do corpo vívido e saturado, "sua ação física tem uma carga semiótica muito forte", afirmou Eris Maximiano.
Rótulo sugere mais que explicita , como falou Marcelo Sena durante debate após apresentação, "Para mim o tempo inteiro a gente está tentando juntar estas pistas para entender esse corpo que você propõe". Peças que foram evitadas por Charlene durante algum tempo, " O trabalho surgiu de uma inquietação pessoal, em 2003 tive um incio de anorexia; havia evitado trabalhar essa temática várias vezes, mas resolvi experienciar a exposição do meu corpo para percebê-lo, para investigar a ação", explicou a atriz.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
O QUE ME MOBILIZA A CRIAR?
Charlene Sadd
Acredito na subversão da arte em busca de uma sociedade sempre renovada à medida que seus valores não correspondem com as necessidades de uma relação saudável entre humanos. Acredito e compactuo com a quebra de estruturas tradicionais que a performance propõe para uma ação cênica, indo muito mais além da representação, de uma representação cristalizada, e pensando no ato como um todo, na sua integralidade; Sendo sua questão primordial - para mim- a vida, “tudo é uma questão de vida”. A maneira que a performance passou a ser uma escolha consciente foi justamente quando essa ficha caiu, que nada poderia ultrapassar a vida vivida. O trabalho sobre mim mesma foi que possibilitou este encontro com a performance. “Acima de tudo, de tudo mesmo, está o viver, a própria vida vivida. É nela que temos a nossa referência máxima - Ela constitui, ao mesmo tempo, a referência e o contexto para os nossos valores”. (FAYGA OSTROWER, 1998).
Muitas das minhas escolhas foram pautadas por uma apreensão de que minhas experiências pudessem ser autênticas, coerentes com meus pensamentos e anseios. Procurei assim para mim uma prática artística que correspondesse não somente esteticamente falando, mas também de forma ética.
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